Edições Cosmos a sua editora desde 1937
segunda-feira, 27 de abril de 2026
O “retorno” do título sugere que, no mundo atual, há renovado interesse por espiritualidades femininas, ecologia, culto da terra e releitura do papel da mulher no religioso.
Aurélio Lopes é Professor do Ensino Superior. Licenciado em Antropologia Social, Mestre em Sociologia da Educação, Doutorado em Antropologia Cultural pelo ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Humanas. Coordenador do Fórum Ribatejo e das coleções Raízes e Antropologia da Editora Cosmos. Tem-se debruçado sobre a cultura tradicional, especialmente no que respeita à Antropologia do Sagrado e às suas representações simbólicas e festivas, práticas tradicionais culturais e cultuais, nomeadamente no que concerne à religiosidade popular e às suas relações sincréticas com raízes ancestrais e influências mutacionais modernas.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
CAMÕES, O PINTOR DA POESIA.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Obras Literárias é a compilação das prosas de um autor ( Fernando Lopes Graça ) que confessa não ser literato nem escritor. Reflexões sobre a música é o vol. I destas mesmas obras, composto de escritos dispersos por várias revistas, aflorando muitas das questões estéticas, pedagógicas e sócio musicais, que o autor viria a desenvolver. Este livro publicado pela primeira vez em 1941. Posteriormente, foi publicada já pelas Edições Cosmos, em 1978, uma segunda edição muito aumentada, porque foi acrescida de um certo número de escritos vindos a público em anos subsequentes a 1941.
"O Elogio da Loucura, a mais popular e viva de todas as suas obras satíricas, é um panfleto risonho contra o que ele tinha como os males da humanidade- a superstição, o fanatismo, a ignorância, a violência do mundo e do poderio, a falsa e grotesca ciência. Escrito no começo do século XVI, é o golpe de misericórdia assestado nas velhas idéias, nos velhos conceitos, no mundo que se desmoronava, abalado pelo vento do Renascimento."
O Elogio da Loucura, começa com um aspecto satírico para depois tomar um aspecto mais sombrio, numa série de orações, já que a loucura aprecia a autodepreciação, e passa então a uma apreciação satírica dos abusos supersticiosos da doutrina católica e das supostas práticas corruptas da Igreja Católica Romana. O ensaio termina com um testamento claro e por vezes emocionante dos ideais cristãos.
Quando se quebra um cristal, quebra-se o cristal, o valor mítico e o preço intrínseco dele. Tal como quando se corta com a palavra, o pensamento reclama, entristece, definha. Por isso, para que a palavra dita não seja apenas um eufemismo circunstancial, a sua comparência deve revelar o rosto da verdade. Só assim o encanto matinal da comunicação verbal se reproduzirá no esquecimento das inevitáveis opacidades de véspera e no ressurgimento de um amanhã cristalino. Desse modo, até o luar misturado com a escuridão deixa de ser um mistério e ambos passam a ser o motivo inequívoco de uma simbiose perfeita. É assim com a asserção da palavra, como com a ascensão da poesia. Uma e outra fundem-se para se revelarem a associação perfeita de algo real que se manifesta radiante e vai para além de qualquer mito.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
O tempo de Luís Vaz de Camões foi, apesar das conjunturas políticas e mentais adversas, uma época de extraordinário esplendor no campo da produção cultural portuguesa. O livro que Edições Cosmos tem em preparação, com lançamento previsto para outubro, vem clarificar melhor, nas suas heterogeneidades e variações, a importância desse momento glorioso e internacionalizado da nossa Cultura (os anos 1550-1580), em que poetas, pintores, arquitectos, historiadores e outros altos vultos souberam dar-se as mãos, resistindo aos ventos censórios da Inquisição e a outras pressões e constrangimentos, para afirmarem a sua liberdade de criar e de pensar.
No sentido de se associar às comemorações camonianas, o livro CAMÕES, ALTOS CUMES SCABELICASTRO E CORRELATOS, obra de 500 pp. inclui duas componentes: "Altos Cumes: seis Estudos sobre Camões e as artes do seu tempo", de Vítor Serrão, e "O Poeta de Portugal Nasceu em Santarém", de Mário Rui Silvestre. Um historiador de arte e um romancista unidos num olhar plural sobre o tempo do poeta.
A tese que defende o nascimento de Camões em Santarém ganha força argumentativa (e mais validade que as teses que advogam Chaves, Porto, Coimbra, Alenquer e Lisboa como terras de origem), sabendo-se que a vila onde nasceu e viveu Ana de Sá e Macedo, mãe do poeta, era mesmo um importantíssimo alfobre das artes e letras nacionais, ou seja, um espaço passível, no século XVI, de influenciar a formação inicial do vate. Nova documentação vem iluminar-nos sobre esse ambiente de fulgor criativo ["que se estende também ao lugar de Vaqueiros e à ‘corte na aldeia’ dos nobres Coutinho, mecenas de Luís Vaz"].
Atenção, pois, a um livro que, além da revelação de um poema inédito de Camões [" um jocoso mote com glosas"], traz novidades substantivas sobre a figura, as relações e as circunstâncias, sobre a Santarém do seu século, e sobre o tempo histórico em que viveu e produziu a sua obra.
As Edições Cosmos e a S.P.A. - Sociedade Portuguesa de Autores, vão editar em breve um livro integrado no V Centenário de Camões, da autoria de Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre. Com lançamento previsto para a Sede da SPA, em Lisboa, a 6 de maio próximo, este livro «MANDA-ME AMOR, CAMÕES, E OUTROS AFINS», à semelhança do anterior dos mesmos autores, já está a despertar o interesse de muitos especialistas, académicos e leitores de Camões, um pouco por todo o país, pelo que promete de revelações inéditas sobre a vida e a Obra de Luís Vaz de Camões, o maior Poeta de Portugal de todos os tempos, e o seu mais alto rosto. Além do Inédito do autor d´Os Lusíadas encontrado por Vítor Serrão nas cartas, também inéditas, do fidalgo Gonçalo Coutinho, comendador de Vaqueiros (Santarém), no Arquivo da Casa Cadaval, em Muge ( cerca de 120 cartas deste fidalgo, amigo de Camões, patrocinador da princeps das Rimas 1595, e quem trasladou as cinzas do Poeta para a igreja de Sant´ Ana, em Lisboa neste ano), este novo livro insere também, inéditos, vários factos ligados a Camões e à Obra dele: Onde pára o manuscrito perdido d´Os Lusíadas? Que pintores conviveram com o Poeta? Como foram as «Cortes na Aldeia» de Vaqueiros e Vale de Figueira ( Santarém) e que gente, com Camões, participou nelas? Qual a edição princeps d´Os Lusíadas de 1572, entre algumas contrafeitas deste ano? Era Camões um cristão-novo? Quem deturpou uma das suas mais belas canções «Manda-me Amor que cante docemente» 1595 etc. Será que o Poeta se lastima de tanta perseguição e prisões que sofreu naquele belíssimo soneto « Eu cantei já, e agora vou chorando/ O tempo que cantei tão confiado/ Cantei: mas se alguém me pergunta quando/ Não sei, que também fui nisso enganado...»
“Manda-me Amor Camões “
Autores; Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre
Formato do livro 16 x 23 cm.
540 páginas + caderno de 32 páginas de extratexto.
Indicado para; Escolas, Bibliotecas, Estudantes e Público em Geral.










